Da próxima vez que vier, venha lúcido e inteiro. Não preciso de drama, choro, carência. Preciso de vida e de inspiração. Não tenho mais 16 anos. Não preciso mais de cartas, de promessas. Preciso de momentos, de sabores. Preciso de um milhão de coisas. Preciso de música, colo, boas notas, tempo, dinheiro. Não quero “te amo”. Não quero desespero. Quero alívio, sorriso. Quero o que eu já tenho e você nunca soube me dar. Você já tem alguém, e sabe como as mulheres são: mulheres merecem atenção, amizade, dedicação. O que você faz é aleatório. E o mais triste é que você acha o que faz bonito. E o que faz, não faz direito. Você não tem talento pra ser, seja lá o que você acha que é. É como se sempre pegasse o ônibus pro caminho mais difícil, bem aquele onde sabe que não vai me encontrar. Mas mesmo assim, pega o ônibus, pra vir me contar. Você está sozinho, entende? Fica por aí, em caminhos que nem mesmo conhece só pelo retrato, pelo caricato. Então… eu não preciso disso.
Mesmo.





